Ele não foi eleito, mas ajuda a fazer as leis do País

Ele não foi eleito, mas ajuda a fazer as leis do País

O objetivo do empresário, administrador e contabilista Luiz Rorato é deixar para a posteridade 100 projetos de lei, 100 patentes de inventos, mil quadros pintados e dez livros escritos. O número de livros, até agora 23, já superou sua estimativa original. O de projetos de lei está próximo: Rorato já sugeriu 71.O primeiro dos projetos de lei criado por ele, em 1978, dizia respeito ao registro de inventos. Como tem patente de 11 criações, Rorato achou que o tempo de propriedade era muito curto e sugeriu uma ampliação. “Por meio das minhas próprias observações da sociedade, fui vendo o que achava que faltava. E essa foi a forma que encontrei para exercer meu poder de cidadão”, diz.

Depois de estudar, por conta própria, como é feito um projeto de lei, Rorato começou a escrever as mais variadas sugestões que queria ver regulamentadas. Seus projetos envolvem desde captação de recursos para eventos culturais até a inclusão de colaboradores com deficiências nas empresas.

Em 1995, quando o uso do cinto de segurança ainda não era obrigatório, Rorato resolveu fazer uma campanha solitária em prol da causa – produziu adesivos incentivando o uso do cinto e colou no próprio carro. “Quando parava nos sinaleiros, por exemplo, observava que alguns motoristas olhavam para o aviso e colocavam o cinto. Daí veio a ideia de sugerir uma lei que obrigasse seu uso”, conta. Em 1997, uma lei parecida com o projeto de Rorato foi aprovada.

O trabalho de Rorato não acaba depois que ele faz o projeto e o entrega aos parlamentares. O empresário cobra de quem recebeu sua sugestão para saber o que será feito dela. “Sempre me considerei um idealista”, conta. Cansado de ruas esburacadas, ele já elegeu um de seus próximos projetos: a obrigação da substituição do antipó por asfalto definitivo.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que recebeu várias das ideias de Rorato, diz achar saudável a contribuição da sociedade. “Várias entidades e mesmo cidadãos me encaminham sugestões e costumo incentivar essa prática. Caso a ideia seja boa, não há porque não a transformar em projeto de lei”, afirma.

Fonte: Gazeta do Povo

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